
O segredo dos aportes mensais + juros de 120% do CDI + juros compostos.
Como conseguir mais 3 salários mínimos durante o ano? Você já recebe PIS, décimo terceiro, e como seria bom receber mais 3 salários mínimos durante o ano. Hoje vou te explicar como.
Ao receber um salário mínimo, dependendo de quantas pessoas moram com você — se morar só, ok; se morar com mais alguém, ok também — você vai separar de 300 a 500 reais por mês. Se optar por 500, terá 6.000 em um ano, fora os juros, e optando por 300, terá 3.600 em um ano. Vamos trabalhar com 500.
Em um ano, terá 6 mil e 60 reais. No primeiro ano parece pouco, mas no segundo ano você já começa com 6 mil e junta mais 6 mil. No final do ano, terá 12 mil + 12 x 60 = 720 + os 60 que começou o ano. aí você usa mais 300 do décimo terceiro para arredondar para 13 mil.
No terceiro ano, junta mais 6.000 + 13 mil do ano anterior = 19 mil + 1.500 do juros que rendeu no ano + 500 do décimo terceiro, totalizando 21 mil reais.
No quarto ano, você junta mais 6.000 + 21.000 do ano anterior = 27 mil + 2.500 de juros do ano + 500 do décimo, totalizando 30.000.
Agora, no quinto ano, você junta mais 6.000 + 30.000 = 36.000 + 3.600 dos juros do ano + 400 do décimo, totalizando 40.000.
No sexto ano, você junta mais 6.000 + 40.000 do ano anterior = 46.000 + 4.800 dos juros do ano = 50.800 + 200 do décimo terceiro, totalizando 51 mil.
Perceba que aqui você já receberia mais 3 salários mínimos durante ano. Mas vamos ver quanto você receberia por ano com 51.000 no sétimo ano: 6.120 por ano, o que dá em torno de 4 salários mínimos por ano, baseado no salário mínimo atual em que estamos escrevendo este artigo, que é de 1.518.
Aqui você fez os aportes de 500 por mês, mais os juros de 120% do CDI de cada valor juntado durante o ano. Agora você tem 4 salários a mais no ano + PIS e décimo terceiro e o saque-aniversário do FGTS, juntando tudo você teria mais de 7 salários mínimos a mais no ano.
O poder dos juros e da disciplina: o segredo está na constância
O que muita gente não percebe é que o tempo é o maior aliado do pequeno investidor. Quando você guarda todo mês uma quantia fixa, mesmo que pequena, e deixa o dinheiro trabalhar por você, cria um efeito chamado juros sobre juros — e é isso que transforma pequenos esforços em grandes resultados.
Imagine que, após seis anos, você tenha alcançado R$ 51 mil investidos. A partir daí, mesmo que pare de aplicar, esse valor continua rendendo todos os meses. Se o rendimento for de 0,9% ao mês (aproximadamente 120% do CDI), você ganha R$ 459 apenas em juros. Isso equivale a quase um terço de um salário mínimo sem precisar trabalhar por ele.
Agora, se continuar aplicando os mesmos R$ 500 mensais, no décimo ano você já ultrapassará R$ 80 mil acumulados. Isso é o suficiente para gerar, em média, R$ 800 por mês só de rendimentos, o que representa um 14º salário garantido todos os anos.
Perceba que não se trata de mágica, e sim de constância, paciência e responsabilidade. O segredo é não mexer no dinheiro investido. O que você guarda deve ser tratado como se fosse uma conta invisível, que só existe para crescer.
Outro ponto importante é escolher investimentos seguros e rentáveis. Para quem está começando, opções como Tesouro Direto atrelado ao CDI, CDBs de bancos confiáveis e fundos DI com liquidez diária são excelentes alternativas. Todos oferecem segurança, liquidez e rendimento acima da poupança.
Agora imagine somar isso ao que você já recebe de benefícios:
- PIS/Pasep
- décimo terceiro salário
- FGTS (saque-aniversário)
- e os rendimentos dos seus investimentos
Essas quatro fontes juntas podem representar até 8 ou 9 salários mínimos a mais por ano, dependendo da disciplina que você tiver.
O mais importante é começar. Não espere sobrar dinheiro, porque quase nunca sobra. Estabeleça o hábito de guardar primeiro, gastar depois. Quando a gente inverte essa ordem, o dinheiro começa a trabalhar a nosso favor.
Mesmo quem ganha um salário mínimo pode construir um patrimônio respeitável ao longo dos anos. Lembre-se: o que muda não é o valor que você guarda, mas o tempo que você mantém guardando.
Ao fim de dez anos, além da segurança financeira, você terá conquistado algo que não tem preço — tranquilidade. Saber que pode enfrentar imprevistos, realizar sonhos ou até complementar a renda da aposentadoria com o que você mesmo construiu é a verdadeira liberdade.